Programa Igualdade Vitorino atenderá crianças atípicas em parceria do município com a Apae
Na manhã de ontem (26), a Prefeitura de Vitorino assinou um termo de cooperação com a Escola 7 de Abril, a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Vitorino, para juntas operar o programa Igualdade Vitorino. O objetivo do programa é a garantia de diagnóstico precoce, a avaliação multidisciplinar e a oferta de intervenção terapêutica especializada voltada para a promoção da saúde e do atendimento integral a Crianças com Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGDs), com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), o Transtorno do Espectro Autista, (TEA), outras síndromes e necessidades no desenvolvimento.
Na prática, o município ofertará terapias integradas para todas as crianças atípicas, como terapia comportamental, fonoaudióloga, psicomotricidade, terapia ocupacional, fisioterapia, psicologia, neuropsicologia e atendimento com médico neuropediatra. E o melhor de tudo, é que esses serviços serão prestados, em sua maioria, nas dependências da Escola 7 de Abril, a Apae de Vitorino. Através do conhecimento e a prática especializada que a APAE possuí, somado ao espaço adequado da instituição, onde nossas crianças serão atendidas em sua cidade, com toda a qualidade necessária e o conforto que as famílias também precisam.
A principal porta de acesso ao programa serão as salas de aula, onde os professores e equipe pedagógica indicará a criança para o programa Igualdade Vitorino, e também pelo consultório médico, quando ainda nos anos iniciais de vida, o pediatra identificará a necessidade de estímulos e terapias específicas, para garantir o crescimento e a autonomia. “O que nós estamos vivendo no dia de hoje, se explica apenas pelo que se sente. Eu aprendi ao longo da vida pública, que cuidar dos que mais precisam não é um projeto, é uma obrigação do gestor público. Hoje o que nós estamos fazendo aqui, é se colocar no lugar de quem mais precisa. Estamos assinando muito mais do que uma autorização. Isso entra na vida de quem mais passa por dificuldades”, afirmou o prefeito Marciano Vottri, sobre o programa.
Para Cleide Bortolatto, diretora da Escola 7 de Abril Apae de Vitorino, a assinatura do termo de cooperação, é a realização de um sonho. Segundo a diretora, haverá um trabalho de construção, onde “nós vamos nos aprimorar, e avançando até concluir o nosso objetivo, que é encaminhar essas crianças para que elas tenham a vida escolar delas perfeita, para que elas sejam alunos seguros, em um futuro escolar regular”. Cleide também frisou que os atendimentos serão realizados em uma ala anexa ao prédio da Apae, que está em fase de acabamentos, e que todas as mães serão muito bem acolhidas, para que não apenas as crianças tenham o desenvolvimento esperado, como também, as famílias de crianças atípicas, encontrem no programa, um suporte adequado. “Para nós é uma imensa alegria tê-los conosco. Quando eu me coloco diante das mães, nós vemos o quanto elas sofrem, muitas vezes o quanto elas estão sozinhas, porque elas de repente precisam ir buscar atendimento em outro município. Quando você encontra uma mãe que está desolada, sozinha, você se sente honrado em atender essas pessoas aqui. Esse programa vem somar com essas mães, para que elas possam inserir seus filhos na educação regular mais seguros”, contou Cleide.
Prova do atendimento de qualidade que a Apae realiza, é a comprovação encontrada no testemunho da mãe da Geovana, a Paula Letícia Pedroso. Hoje sua filha está com 10 anos de idade, e foi inicialmente atendida por terapias de estímulo indicadas pelo acolhimento da Apae, ainda com 2 anos de idade. Para ela, tanto as orientações aos pais quanto o trabalho realizado com as crianças, fizeram toda a diferença para a autonomia de sua filha. “Ela tinha muitas dificuldades na fala, nós não compreendíamos nada das poucas palavras que ela falava. E as terapias foram muito boas para ela, e o que eu digo para outras mães é exatamente isso, que continuem fazendo o acompanhamento. Agora, isso será ofertado aqui, em Vitorino. A identificação precoce de dificuldades assim em nossos filhos, permite o tratamento o quanto antes, e o acompanhamento e o crescimento é que possibilita eles seguirem em frente, de forma independente”, contou Paula.
Outro depoimento emocionante da manhã, foi da representante da 7ª Regional de Saúde, Liane Arrieche. “O propósito é desenvolver a autonomia dessas crianças, isso é o mais importante. Cada terapia é um passo para que elas desenvolvam suas potencialidades, para que possam ter sua vida e a sua dignidade como pessoa, e garantir os seus direitos. Eu deixo os meus parabéns à comunidade de Vitorino, por esse passo inovador”. Liane possuí criança atípica em sua família, e disse que o programa é um reconhecimento do esforço de cada mãe e pai, que lutam diariamente para oferecer dignidade e desenvolvimento às suas crianças.
Estiveram presentes ainda, os representantes do Legislativo municipal, vereadores Vanderson Ecker e Helio Moraes Rodrigues, o Neno. Este inclusive, também falou como pai de criança que precisou de atendimento da Apae, corroborando o acerto do programa em firmar parceria com a Apae, para os atendimentos. O início do programa estima em atender 70 crianças, mas este número certamente aumentará, segundo o que previu a secretária municipal de Saúde, Simone Lorenst Gutstain.
“Ouvindo os relatos desta manhã, me faz entender que estamos no rumo certo. Este programa foi pensado com muito carinho. Para que ele acontecesse, foram necessárias várias mãos, em uma integração entre educação, saúde, administração pública, a equipe da Apae. Nos reunimos essa semana e definimos um fluxo para o programa, para que este cumpra seu objetivo: atender as nossas crianças, independente delas terem um laudo, não importando se ela é autista ou TDAH. O laudo é importante, sim, é importante, mas estimular essa criança em tempo precoce, é muito mais fundamental”, explicou Simone.
O evento ainda contou com a presença de alunos da Apae, como o “autodefensor” da instituição, o aluno Tiago Costa, que recepcionou a todos com muita alegria em receber os convidados para a cerimônia de assinatura do programa Igualdade Vitorino. Juntamente, o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, professor Valmir Martinello que afirmou muitas vezes ver o desespero das mães e professores ao se deparar com os laudos neuropsicológicos de crianças atípicas, e que a partir de agora, encontrarão neles, “oportunidades de crescimento e de um atendimento diferenciado”.
Marcaram presença ainda, equipes de servidores das secretarias envolvidas, o Conselho Tutelar de Vitorino, a equipe administrativa da Escola 7 de Abril Apae de Vitorino e o vice-prefeito Edemilson Mussato.















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